Candidatas entregam gabarito do Enem incompleto e alegam erro do fiscal em horário final de prova
13/11/2017 - 16h43 em Educação

Segundo aluna, quando a prova foi encerrada ela achava que teria mais 20 minutos. Boletim de Ocorrência foi registrado na Polícia Civil em Campina Grande.

Três candidatas que estavam fazendo o segundo dia da prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em Campina Grande, neste domingo (12), entregaram o gabarito sem estar preenchido por completo depois de serem surpreendidas com o fim do horário da prova. Segundo elas, o fiscal que aplicava o exame ficou confuso com os horários e, quando a prova foi encerrada, elas achavam que ainda teriam 20 minutos. As candidatas registraram Boletim de Ocorrência na Polícia Civil.

G1 entrou em contato com o Inep para saber qual a orientação para candidatos que passarem por esse problema e o que vai ser feito, mas, até as 15h10 (horário local), não obteve resposta.

A prova estava sendo aplicada em uma escola particular na rua Vila Nova da Rainha, no Centro da cidade. Uma das candidatas prejudicadas foi Analice Silva Henrique Barbosa, 17 anos. “A gente estava fazendo a prova, quando o fiscal disse que faltavam 7 minutos para a retirada do papel que indicaria os últimos 15 minutos. De repente entrou outro fiscal e falou com ele. Aí o fiscal tirou o papel de 15 minutos e depois disse que só faltavam dois minutos”, conta ela.

Surpresa, as alunas começaram a marcar o gabarito, mas não conseguiram preenchê-lo por completo, a tempo. Analice disse que entregou o gabarito com menos da metade das questões marcadas.

 

As alunas procuraram a Polícia Civil e registraram boletim de ocorrência. “Nós questionamos, mas os gabaritos foram recolhidos. Outra pessoa entrou na sala e disse que iria informar o que houve. Depois fomos para a delegacia”, disse Analice.Analice é estudante de um colégio particular de Campina Grande e conta que pretendia usar a nota do Enem para ingressar em um curso de medicina. Ela está no terceiro ano do ensino médio e conta que se preparava para a prova há três anos.

“Desde o primeiro ano eu fazia a prova do Enem como experiência e esse era o momento de tentar medicina. Como eu já fiz Enem três vezes, eu sei como funciona. O erro do fiscal me prejudicou”, disse ela.

Fonte:https://g1.globo.com

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