A decisão, tomada em dezembro de 2025, teve como base um conjunto de irregularidades identificadas pela Justiça Eleitoral durante o processo eleitoral anterior.Segundo o TRE-PB, as investigações apontaram abuso de poder político e econômico, além de captação ilícita de votos. O caso foi analisado por meio de uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE), proposta pelo Ministério Público Eleitoral (MPE), que também indicou a existência de compra de votos com suposto envolvimento de facções criminosas.
A cassação foi definida por maioria de votos, cinco magistrados votaram pela perda dos mandatos e um foi contrário. No mesmo julgamento, o ex-prefeito Vitor Hugo foi declarado inelegível por oito anos.
Com a decisão, o resultado das eleições de 2024 foi invalidado, o que levou à convocação de um novo pleito para a escolha dos chefes do Executivo municipal. A disputa deste domingo será entre duas chapas, ambas formadas por candidatos do mesmo partido, modelo conhecido como “puro sangue”. Estão na disputa:
Edvaldo Neto (Avante), com Evilásio Cavalcante (Avante) na vice;
Walber Virgolino (PL), tendo como candidata a vice Morgana Macena (PL).
A campanha foi mais curta do que em eleições regulares, seguindo um calendário reduzido definido pela Justiça Eleitoral.
De acordo com o TRE-PB, cerca de 53.320 eleitores estão aptos a votar na Eleição Suplementar de Cabedelo, distribuídos em 30 locais de votação e 165 seções.
Regras eleitorais em Cabedelo
No período que antecede a votação, o calendário eleitoral estabelece uma série de prazos e restrições que passam a valer nos dias finais da campanha.
A partir de quinta-feira (8), entra em vigor a regra que proíbe a prisão de eleitores até 48 horas após o encerramento da votação. A medida tem como objetivo garantir o livre exercício do voto e só não se aplica em casos de flagrante delito, condenação por crime inafiançável ou desrespeito a salvo-conduto.
Já na sexta-feira (9), é o último dia para que os partidos indiquem representantes ao Comitê Interpartidário de Fiscalização e informem os responsáveis pela emissão de credenciais para fiscais e delegados.
A data também marca o fim da propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão, além de ser o prazo final para a realização de comícios, reuniões públicas e debates entre candidatos.
Ainda no mesmo dia, o juiz eleitoral deve encaminhar às mesas receptoras todo o material que será utilizado durante a votação.
Na véspera do pleito, no sábado (11), a campanha entra na reta final. Até as 22h, ainda é permitida a propaganda com uso de alto-falantes e amplificadores de som, a realização de carreatas e a distribuição de material gráfico, como panfletos e outros impressos. Após esse horário, qualquer tipo de propaganda eleitoral fica proibida.
Eleitores voltam novamente às urnas em outubro
Após a eleição suplementar, os eleitores de Cabedelo ainda terão um novo compromisso com as urnas em poucos meses, acompanhando o calendário nacional.
As eleições gerais estão marcadas para o dia 4 de outubro, quando os brasileiros irão escolher presidente da República, governadores, senadores, além de deputados federais e estaduais.
Caso haja segundo turno, previsto para o dia 25 de outubro, a votação será retomada para os cargos de presidente e/ou governador.
FONTE:https://g1.globo.com