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Francesa e médica aposentada: quem é a mulher encontrada morta carbonizada dentro de mala em João Pessoa
Chantal Etiennette Dechaume, de 73 anos, mantinha relacionamento iniciado na pandemia; polícia aponta que o fim da relação motivou o feminicídio.
Publicado em 14/03/2026 10:31
O que acontece..

A mulher encontrada morta dentro de uma mala, em João Pessoa, foi identificada como Chantal Etiennette Dechaume, de 73 anos, médica aposentada e de nacionalidade francesa. Segundo a Polícia Civil da Paraíba, ela foi morta pelo namorado, em um crime tratado como feminicídio.

O corpo de Chantal foi encontrado carbonizado dentro de uma mala no bairro de Manaíra, na quarta-feira (11). A investigação aponta que ela decidiu encerrar o relacionamento com Altamiro Rocha dos Santos, porque não aceitava o fato dele estar viciado em drogas. Esse, de acordo com a polícia, foi o motivo do crime.

Quem era Chantal Etiennette Dechaume

Após se aposentar da medicina, Chantal escolheu João Pessoa para viver. A Polícia Civil informou que ainda não conseguiu precisar em que ano ela chegou ao Brasil nem há quanto tempo residia na capital paraibana.

Ela morava em um apartamento no bairro de Tambaú e tinha renda mensal estimada em cerca de R$ 40 mil, valor convertido da aposentadoria recebida no exterior. Segundo a Polícia Civil, esse dinheiro era usado também manter financeiramente o namorado, que não tinha renda fixa.

Chantal conheceu Altamiro na orla da capital, onde ele vendia objetos artesanais. Conforme a investigação, ela passou a ajudá-lo financeiramente e, durante a pandemia, chegou a abrigá-lo. A partir desse período, os dois iniciaram um relacionamento, mas a Polícia Civil afirmou que ainda não é possível precisar o ano exato em que isso ocorreu.

Como Chantal era francesa e não tinha familiares na Paraíba, a Polícia Civil informou que deve acionar o consulado da França no Brasil para tentar localizar parentes que possam liberar o corpo.

Cronologia do caso

De acordo com a Polícia Civil, a mulher saiu pela última vez do apartamento onde ela estava no sábado (7) e o namorado dela chega a sair do local para pegar um galão de álcool. Veja abaixo.

07/03 (Sábado) - 17h35 - Vítima saiu do apartamento;

07/03 (Sábado) - 18h30 - Vítima retorna para o apartamento, e não sai mais;

09/03 (Segunda) - 22h00 - Namorado dela sai com o galão para comprar álcool;

09/03 (Segunda) - 22h16min - Namorado retorna com o galão com álcool;

10/03 (Terça) - 22h06min - Namorado sai do apartamento com o corpo da vítima dentro de mala;

10/03 (Terça) - 22h36min - Namorado deixa o corpo da vítima na calçada;

10/03 (Terça) - 23h04min - Namorado retorna ao apartamento com o carrinho que levou a mala;

11/03 (Quarta) - 01h50min - Namorado retorna ao local com o galão de álcool e encontra com um morador de rua;

11/03 (Quarta) - 01h55min - Homem em situação de rua ateou fogo na vítima.

O laudo do Instituto de Polícia Científica indicou que Chantal morreu após sofrer golpes de faca na região do tórax. A Polícia Civil afirmou que ela já estava morta quando o corpo foi colocado dentro da mala.

Uma câmera de segurança registrou o momento em que um homem ateou fogo no corpo de uma mulher, em João Pessoa, na madrugada desta quarta-feira (11). O caso ocorreu em frente a um prédio residencial na Rua Francisco Brandão, no bairro de Manaíra.

Nas imagens gravadas por uma câmera de segurança, é possível ver, ao fundo, quando o suspeito de atear fogo no corpo da mulher sai caminhando. O homem que ateou fogo não é o mesmo que matou a mulher e, este, ainda não foi identificado.

O médico legista Flávio Fabres do Instituto de Polícia Científica (IPC), para onde o corpo da mulher foi encaminhado, informou que a causa da morte foi golpes de faca na região do tórax.

Já na manhã da quinta-feira (12), o corpo de um homem foi encontrado com as mãos e pés amarrados, no bairro do João Agripino. Segundo a Polícia Civil, o corpo foi localizado por moradores no início da manhã. Eles acionaram a Polícia Militar, que esteve no local para os primeiros procedimentos. Ninguém na região reconheceu a vítima e nenhum parente esteve no local.

"Ele apresentava uma lesão profunda no pescoço, esgorjamento. Não apresentava outras lesões. Estava com as mãos e os pés amarrados. Nenhum parente esteve no local", disse a delegada Maria Das Dores.

Os casos são tratados como tendo ligação.

Fonte:https://g1.globo.com

 

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